Dia 249 (??), quarentena. Curitiba.

Fazia tempo que eu não aparecia por aqui, mas essa hora sempre chega e pelos meus cálculos hoje é o 249º dia da minha quarentena, mas pode ter havido enganos.

Bom, novidades? Troquei de óculos e agora está mais fácil pra ler. De resto, tudo na mesma, quer dizer, não há novidade boa, só está piorando. Dizem que estamos na 2ª onda da Covid-19, sendo que nem saímos da 1ª. Curitiba está com a velha gestão de novo, “democraticamente eleita” com 60% dos votos. No quesito Brasil o Instituto que cuida das vacinas recebeu um lote e precisou esconder porque estão com medo de ataques.

Nessas últimas semanas fiquei com falta de ar e assim já fechou meu cy com medo de um possível contágio, mas a dificuldade em respirar vem em determinadas posições quanto estou sentada, então vou acreditar que seja só falta de noção minha… E talvez um pouco de ansiedade por não aguentar mais não aguentar mais. Parece frescura minha estar reclamando, sendo que tenho acesso à Internet e posso ver minhas aulas (que não deveriam estar acontecendo, bom, muita coisa não deveria estar acontecendo, mas está e estamos precisando lidar com crises de toda sorte nesse cabaré), tem comida em casa, estou com quem amo, tenho amigos com quem posso manter contato… Mas ainda é difícil. É difícil saber que no mundo real, no mundo de fora tem pessoas que não têm tudo isso. É difícil também saber que quando sairmos (se sairmos) da quarentena o mundo esteja tão pior do que quando entramos que não haverá lacinho amarelo suficiente nem profissionais suficientes no CVV.

Quero continuar, mas já passei umas noites insone pensando em algumas facilidades. Vamos esperar pra ver o que acontece.