Dia 117, quarentena. Curitiba

Hoje, finamente, consegui cortar as unhas dos meus pés. Parece besteira, mas estou há três semanas com uma dorzinha incomoda nas costas e estava me impossibilitando de fazer movimentos básicos. Hoje cortei, fiquei até emocionada. Vamos seguindo com dor, bem menos que antes, porém ainda sigo receosa de me mexer bruscamente, mas médicos já foram consultados… ✨ 💛

Gostaria de poder informar que estamos no próximo grupo pra tomar a vacina, mas ainda não foram aprovadas. Estão perto, mas ainda estão nas fases de segurança. Assim seguimos.

Estou fazendo vários pratos, caçando receitas, trocando com amigues, errando e ficando puta com o forno, mas seguimos.

Hoje bateu saudade da minha casa, do lugar mesmo, de onde eu estava morando até a quarentena começar e me prender onde estou (sim, eu sei que poderia ter voltado, que posso fisicamente ir de uma casa a outra, mas sou paranoica o suficiente pra não brincar com a sorte). Quero tirar pó dos meus livros, arejar meu guarda-roupas, rever meus utensílios de cozinha, falar com o meu pé de café e pedir desculpas por não tê-lo reenvazado no começo do ano, ver a cachorra da minha mãe (nesse caso é a Chiara mesmo 🙃 até porque da minha mãe é uma questão complicada e falo com ela toda semana). Sinto falta das aulas PRESENCIAIS, de poder passar a tarde na biblioteca ou fazendo café brincando de barista. Sinto falta dos meus amigos, de poder abraçá-los, de tomar café no Manifesto com eles, do empadão da mãe do Rafa.

Sinto falta de ter um presidente no país.

#forabolsonaro

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