Média Tarde

Ai de mim que sofro pela carne trêmula e quente de um vazio amargo palpitativo ao peito e engolidor de entranhas. Ai de mim que observo o cerco causado e concreto do vento que alumia as incertezas de uma forma mais lúdica. Ai de mim que calo sob angústias. Ai de mim que sangro cortes profundos anunciados na sede de saliva doce. Ai de mim que em noites sombrias me perco em leituras e vales escondidos. Ai de mim.

Desenho Concerto

Meu corpo está agitado. Ele lateja e palpita, a mente acompanha essa viagem de símbolos. É normal agora sim, mas não para o meu. O teu toque me arrepiou e ainda penso nessa reação refletida há dias e gravada em memória afetiva.

É sobre flores mortas atentas ao mundo, sobre chá e música, livros, história. Uma boa noite e um passo a mais que não me permiti. A primeira vez. Meu estômago aperta nessa ansiedade de saber que talvez não te veja mais.

Voo longe pensando em nosso beijo e talvez ele nem tenha existido, já não sei mais, apesar de confessar querer essa realidade, pois meus lábios formigam com a sensação dos teus os tocando.