Carta ao meu pai.

Como a saudade dói. Surge nas costelas e sai queimando os olhos.

Como eu quero você aqui pra me abraçar e dizer que a lua está linda (de fato, está e voltando pra casa imaginei você falando isso quando eu chegasse), ainda quando chego em casa quero ir no teu quarto te dar boa noite e me jogar na tua cama e ficar assistindo qualquer programa que estivesse vendo.

Hoje você perceberia algo diferente e me abraçaria mais forte, ia aceitar um chá e tomar comigo enquanto, eu com os olhos já inchados e úmidos nao iria conseguir falar nada. Mas você me entenderia, largaria a xícara e ficaria brincando com minha mão e falaria algo sobre uma peça de teatro que ouviu a divulgação ou uma exposição que vai abrir…

Puta que pariu, como eu sinto a tua falta. Eu já não consigo nem ver direito o teclado. Todos os dias que estão passando, a cada dia… A sua ausência física me machuca. Não quero ser egoísta ao ponto de achar que você estaria melhor aqui, porque não seria… Sei que você não teria tido paz aqui. Mas porra!

Não posso negar que choro tua falta, todos os dias…

Sinto muito por não ter dito que te amava todos os dias, nunca achei necessário e tenho problemas em expressar isso, por mais que eu sinta e, se por um acaso esteja sabendo dessa pequena escrita… Saiba que te amo e sempre te amarei.